Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos mortais corações conformidade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
4 de maio de 2012
Pisca e escreve
– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais
[...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre.
– E depois que morre? - perguntou o Visconde.
– Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?
[Monteiro Lobato, Memórias da Emília (1936)]
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A Taylor Swift's night
Nunca mais eu tinha me sentido tão cantante. Eu já fui assim, do tipo que coloca alguma música pra tocar no computador e canta junto. Nos últimos tempos eu venho me contendo, mas desde essa semana me desceu um santo cantor. Ontem no ônibus, eu juro que faltava pouco pra começar a cantar a música de Phil Collins que eu estava ouvindo. E hoje, que parece mais ser uma sexta do que uma quinta, não me canso de cantar minhas músicas de Taylor Swift preferidas, e as não preferidas também. Cantar e gritar, claro, bem ao meu estilo. To arriscando até pular pelo quarto. Se você for meu vizinho de janela deve estar achando um tanto estranho, but whatever. O show tem que continuar!
But I miss screaming and fighting
and kissing in the rain
and it's 2 am and I'm cursing your name
You're so in love that you acted insane
And that's the way I loved you
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18 de abril de 2012
Vida de estudante
Hoje tava assistindo aula de estatística, e o professor, provavelmente em resposta a cara de desespero dos alunos pronuncia a singela frase "Quem foi que inventou de vir pra a faculdade?! Agora aguenta as consequências!".
Adorei! E eu que achava que já tava ruim.
Adorei! E eu que achava que já tava ruim.

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11 de fevereiro de 2012
O Que Tá Faltando - Resposta
Bem, a gente tem a impressão de que pedir desculpas vai concertar tudo; que um simples pedido de desculpas resolve tudo o que passou, e torna as coisas como eram antes. Hoje eu sinto que estou muito em falta com alguém. Alguém que sente demais a minha falta - ou pelo menos sentia depois de uma indireta no facebook. Nem sei se foi mesmo pra mim, só sei que a carapuça coube de tal forma que eu não vi como não teria sido pra mim. As vezes eu piso na bola com ela, e já há algum tempo ela me disse que não adiantava pedir desculpas e persistir no erro. Depois que eu começei a namorar e entrei na faculdade nos distanciamos mais. Já faz muito muito tempo desde a última vez que tivemos aquela conversa no telefone que durava horas e que só terminava quando meus pais se estressavam comigo e com a conta do telefone.Nem sei mais quando trocamos a nossa última sms.
Há dois anos foi que nós começamos a nos afastar. E foi também logo depois da época em que estivemos mais próximas. Terceiro ano, tive meu primeiro namorado, e ela sempre estava a par de tudo. Aí depois as coisas desandaram, acho que ela nunca esqueceu as palavras que eu proferi que fizeram com que as coisas nunca mais fossem as mesmas. Construí uma nova amizade, ganhei um melhor amigo que dividia o espaço com a melhor amiga. Terminei meu namoro, aí nos aproximamos. Até que meu melhor amigo deixou de ser só melhor amigo e de repente eu fiquei sem tempo pra ela.
Ainda hoje sinto isso. Nas últimas vezes que nos falamos sempre aparecia a pergunta "com quem?" e a resposta era sempre "Arthur". Eu sinceramente não sei o que vai ser daqui pra a frente. Acabei aceitando a sua ausência, que era sempre suprida pela presença de uma outra pessoa, mas nunca pensei no que ela fazia a respeito da minha ausência.
Eu não espero que esse post seja um pedido de desculpas. Muito pelo contrário, acho que seria mais um não-pedido-de-desculpas. E o título surgiu já no fim do post, lendo um blog conhecido. Mas inicialmente eu quis só colocar minhas idéias num papel e acabou que deu nisso, no meu não-pedido-de-desculpas. E mesmo assim, ainda não sei o que eu sinto. Quer dizer, na minha cabeça minhas amizades sempre vão estar ali, como nos tempos de colégio. Na minha distorcida consciência a minha relação para com os outros não se altera. O que eu tenho que levar em conta é que as amizades são como plantas, e se você não regar elas murcham. Pena que eu descobri isso tarde demais; mas eu sempre fui assim - a retardada.
Há dois anos foi que nós começamos a nos afastar. E foi também logo depois da época em que estivemos mais próximas. Terceiro ano, tive meu primeiro namorado, e ela sempre estava a par de tudo. Aí depois as coisas desandaram, acho que ela nunca esqueceu as palavras que eu proferi que fizeram com que as coisas nunca mais fossem as mesmas. Construí uma nova amizade, ganhei um melhor amigo que dividia o espaço com a melhor amiga. Terminei meu namoro, aí nos aproximamos. Até que meu melhor amigo deixou de ser só melhor amigo e de repente eu fiquei sem tempo pra ela.
Ainda hoje sinto isso. Nas últimas vezes que nos falamos sempre aparecia a pergunta "com quem?" e a resposta era sempre "Arthur". Eu sinceramente não sei o que vai ser daqui pra a frente. Acabei aceitando a sua ausência, que era sempre suprida pela presença de uma outra pessoa, mas nunca pensei no que ela fazia a respeito da minha ausência.
Eu não espero que esse post seja um pedido de desculpas. Muito pelo contrário, acho que seria mais um não-pedido-de-desculpas. E o título surgiu já no fim do post, lendo um blog conhecido. Mas inicialmente eu quis só colocar minhas idéias num papel e acabou que deu nisso, no meu não-pedido-de-desculpas. E mesmo assim, ainda não sei o que eu sinto. Quer dizer, na minha cabeça minhas amizades sempre vão estar ali, como nos tempos de colégio. Na minha distorcida consciência a minha relação para com os outros não se altera. O que eu tenho que levar em conta é que as amizades são como plantas, e se você não regar elas murcham. Pena que eu descobri isso tarde demais; mas eu sempre fui assim - a retardada.
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