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16 de agosto de 2012

Valente: um conto de fadas diferente



Em junho desse ano a Pixar lançou seu novo filme de animação, Valente (Brave). O filme levou seis anos pra ser concluído, e é o primeiro filme da Pixar protagonizado por uma mulher, e que conta também com uma diretora. A Pixar inovou ao trazer a temática de contos de fadas para sua animação, gênero esse famoso nos filmes da Disney, mas foi uma aposta que deu certo.
O filme é protagonizado por Merida, uma princesinha escocesa muito rebelde. Merida se recusa a seguir o destino comum a todas as princesas da sua idade: aprender a bordar, cantar, entreter as visitas e se casar com o pretendente escolhido por sua família. Ela gosta mesmo é de cavalgar pela floresta e atirar com seu arco e flecha, tendo desde pequena o interesse por atividades tidas como masculinas como o manuseio de armas e caça.
Merida tem um jeito de moleca, sempre com sua cabeleira ruiva esvoaçante. Não tem como não se apaixonar por ela. Essa princesinha corajosa confronta a tradição da família escocesa pelo direito de escrever sua própria história.
Me identifiquei muito com essa princesa, a começar pela cabeleira cacheada esvoaçante. Deu muito trabalho aos artistas da pixar criar essa cabeleira com tanto movimento, deixando-a o mais realista possível. Finalmente os cachos estão ganhando a vez nas telonas. O segundo ponto em que eu me identifiquei com o filme foi a relação de conflito que Merida tem com a sua mãe, a rainha Elinor. Na época em que eu vi o filme eu estava passando por uma fase difícil com a minha mãe e me identifiquei demais.


Nos dias de hoje estava faltando um conto de fadas com essa nova ótica. Hoje as meninas não querem mais casar e ter 20 filhos, elas querem escrever a sua história e se realizar fazendo o que gostam, e é esse o ponto de vista que Valente traz aos expectadores.
Já faz algum tempo que eu vi Valente e eu me encantei com Merida e com a sua família, e ainda mais com a mensagem que esse filme passa. É o tipo de filme que com certeza eu verei mais vezes.


29 de setembro de 2011

O Homem do Futuro


Fiz um programinha diferente hoje. Saí mais cedo da faculdade (aliás, to adorando isso de sair e chegar no hora em que eu quiser), me recusando a ver Laranja Mecânica (que eu pretendo ver de novo pra entender o porquê todos dizerem que o filme é muito bom, e alguma coisa deve ter pra ele ter ganho um Oscar) pra ir ao cinema com meus amigos. Ficou complicado usando tantos parentesis. O que eu queria dizer é, larguei mais cedo pra ir pro cinema com meus amigos. O filme escolhido foi O homem do futuro. A sala estava vazia, exceto por nós 4 e mais 3 indivíduos. Uma observação, o cinema do Plaza é MUITO melhor que o do Shopping Recife. A cadeira inclina um pouquinho, e eu nada matuta ficava empurrando a cadeira pra ver se ela deitava mais.
Adorei o filme. Eu já achava Wagner Moura O cara, e agora não tenho mais dúvidas. Enfim, ele faz o papel de um João, um infeliz que é chamado de Zero por todos. Na época da faculdade ele foi humilhado pelo amor da sua vida, Alinne Morais, e nunca superou isso. Vinte anos depois ele tenta criar uma forma revolucionária de energia e acaba voltando ao passado e tendo a chance de corrigir os seus erros. Mesmo já sendo comum essa história de querer voltar ao passado e mudar o futuro o filme conta a história de uma forma diferente.
O que me conquistou mesmo foi o filme ter incluído em sua trilha sonora a música de Renato Russo, Tempo Perdido. Eu já devo ter ouvido a música antes, afinal o refrão "Somos jooooovens" não me era estranho. A letra é linda e a música não sai da minha cabeça, seja essa versão cantada por Alinne Morais e Wagner Moura quanto a versão original na voz do próprio Renato. Link para a versão original aqui . Me emocionei muito, e quase choro. Sou muito besta mesmo. Mas é sério, a cena da música é linda.