Bem, a gente tem a impressão de que pedir desculpas vai concertar tudo; que um simples pedido de desculpas resolve tudo o que passou, e torna as coisas como eram antes. Hoje eu sinto que estou muito em falta com alguém. Alguém que sente demais a minha falta - ou pelo menos sentia depois de uma indireta no facebook. Nem sei se foi mesmo pra mim, só sei que a carapuça coube de tal forma que eu não vi como não teria sido pra mim. As vezes eu piso na bola com ela, e já há algum tempo ela me disse que não adiantava pedir desculpas e persistir no erro. Depois que eu começei a namorar e entrei na faculdade nos distanciamos mais. Já faz muito muito tempo desde a última vez que tivemos aquela conversa no telefone que durava horas e que só terminava quando meus pais se estressavam comigo e com a conta do telefone.Nem sei mais quando trocamos a nossa última sms.
Há dois anos foi que nós começamos a nos afastar. E foi também logo depois da época em que estivemos mais próximas. Terceiro ano, tive meu primeiro namorado, e ela sempre estava a par de tudo. Aí depois as coisas desandaram, acho que ela nunca esqueceu as palavras que eu proferi que fizeram com que as coisas nunca mais fossem as mesmas. Construí uma nova amizade, ganhei um melhor amigo que dividia o espaço com a melhor amiga. Terminei meu namoro, aí nos aproximamos. Até que meu melhor amigo deixou de ser só melhor amigo e de repente eu fiquei sem tempo pra ela.
Ainda hoje sinto isso. Nas últimas vezes que nos falamos sempre aparecia a pergunta "com quem?" e a resposta era sempre "Arthur". Eu sinceramente não sei o que vai ser daqui pra a frente. Acabei aceitando a sua ausência, que era sempre suprida pela presença de uma outra pessoa, mas nunca pensei no que ela fazia a respeito da minha ausência.
Eu não espero que esse post seja um pedido de desculpas. Muito pelo contrário, acho que seria mais um não-pedido-de-desculpas. E o título surgiu já no fim do post, lendo um blog conhecido. Mas inicialmente eu quis só colocar minhas idéias num papel e acabou que deu nisso, no meu não-pedido-de-desculpas. E mesmo assim, ainda não sei o que eu sinto. Quer dizer, na minha cabeça minhas amizades sempre vão estar ali, como nos tempos de colégio. Na minha distorcida consciência a minha relação para com os outros não se altera. O que eu tenho que levar em conta é que as amizades são como plantas, e se você não regar elas murcham. Pena que eu descobri isso tarde demais; mas eu sempre fui assim - a retardada.
11 de fevereiro de 2012
O Que Tá Faltando - Resposta
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23 de janeiro de 2012
Um ano sem pão
Dia 21 de janeiro de 2011 foi o dia em que eu passei no vestibular. Depois de 2010 ter sido um ano sufocante por conta da minha vida de terceiranista (não que eu fosse uma terceiranista exemplar, longe disso). Acontece que, depois de um ano difícil eu ainda tinha esperanças de um bom resultado no vestibular da Universidade Federal. Sou católica, então me apeguei aos meus santinhos, prometendo um ano de recusa à uma de minhas comidas preferidas: pão. Resultado: Passei no vestibular em administração na UFPE e para a segunda entrada, como eu queria. Aí começa a minha história.
Ficar um ano inteirinho sem comer pão foi bem difícil pra mim. Eu comia pão diariamente, no café da manhã e jantar. Eu tive que mudar a minha alimentação. Substituir o café da manhã foi a parte mais difícil. Eu comia pão diariamente, pão frances, pão de caixa, pão doce. Trocar isso por uma tigela de cereal é complicado.
O primeiro mês foi mais chato, toda vez que eu via pão na mesa eu tinha que dizer 'não'. Era ruim ir em festas infantis e recusar o cachorro quente. Dar adeus ao sanduíche do Laçaburguer. Depois eu comecei a colocar bolacha no lugar do pão: bolacha com manteiga, bolacha com requeijão, bolacha com geléia.
Ai depois ficou mais fácil. Tornou-se um hábito. Não sentia mais vontade de comer, quer dizer, até sentia mas dava pra controlar. Ter tirado o pão da alimentação foi muito bom pra mim. Eu não fico mais com aquela sensação de estar 'cheia'. Foi uma experiência muito boa e super válida.
Acho que hoje eu estou mais contida, e não vou mais voltar a ser uma viciada em pão. Sábado fez um ano, e eu só vim comer um sanduíche ontem. Agora eu só vou me permitir comer pão ocasionalmente. Isso vai fazer uma diferença danada futuramente.
Ficar um ano inteirinho sem comer pão foi bem difícil pra mim. Eu comia pão diariamente, no café da manhã e jantar. Eu tive que mudar a minha alimentação. Substituir o café da manhã foi a parte mais difícil. Eu comia pão diariamente, pão frances, pão de caixa, pão doce. Trocar isso por uma tigela de cereal é complicado.
O primeiro mês foi mais chato, toda vez que eu via pão na mesa eu tinha que dizer 'não'. Era ruim ir em festas infantis e recusar o cachorro quente. Dar adeus ao sanduíche do Laçaburguer. Depois eu comecei a colocar bolacha no lugar do pão: bolacha com manteiga, bolacha com requeijão, bolacha com geléia.
Ai depois ficou mais fácil. Tornou-se um hábito. Não sentia mais vontade de comer, quer dizer, até sentia mas dava pra controlar. Ter tirado o pão da alimentação foi muito bom pra mim. Eu não fico mais com aquela sensação de estar 'cheia'. Foi uma experiência muito boa e super válida.
Acho que hoje eu estou mais contida, e não vou mais voltar a ser uma viciada em pão. Sábado fez um ano, e eu só vim comer um sanduíche ontem. Agora eu só vou me permitir comer pão ocasionalmente. Isso vai fazer uma diferença danada futuramente.
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31 de dezembro de 2011
Goodbye 2011
É triste, eu sei, mas 2011 chegou ao fim. O ano teve seus altos e baixos, pra mim, mas se eu tivesse que colocar numa balança eu diria que o ano teve mais pontos positivos do que negativos; bem mais. O ano começou bem com o resultado do listão da federal. Além da aprovação, ganhei de quebra seis meses de férias: um sonho! Fiz novos amigos, continuei com amizades antigas, viajei, fiquei de pernas pro ar, completei 18 anos (as ruas de Recife que me aguardem assim que eu tirar minha habilitação) e aprendi muito.
Espero que 2012 seja maravilhoso (espero nada, eu sei que vai ser) e desejo muita paz, saúde e prosperidade e determinação pra realizar nossos planos.
Espero que 2012 seja maravilhoso (espero nada, eu sei que vai ser) e desejo muita paz, saúde e prosperidade e determinação pra realizar nossos planos.
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21 de dezembro de 2011
Agora que sou gente grande
Eu tava lembrando por esses dias do tempo em que o Orkut era moda. E todo mundo participava de milhares de comunidades. Lembro que tinha uma comunidade chamada "Maior de idade em 2011". E naquela época, em 2005, faltava uma eternidade pra 2011. E eu pensava: "Ainda vai demorar muito pra dirigir!". Eu nem pensava em entrar em boate, o meu negocio era pegar o carro. E realmente, parecia tão distante. Quem diria que o tempo passaria tão rápido. Parece que foi ontem!
Aí o tempo passou, chegamos em 2011, e todos os meus amigos faziam 18 anos, iam pra as festas, tiravam carteira, e eu em casa chupando o dedo. Mas, tcharam: Eis que chega 21 de dezembro. Estou beeeem feliz! Sempre fico bem nostálgica nos meus aniversários, mais eu nem estou hoje. Pelo menos não ainda. É uma nova fase da minha vida que está para começar e eu estou muito feliz com ela. Tudo está tão bom pra mim hoje, minha faculdade, meus amigos, meu amor, minha família. Só tenho que agradecer por esses 18 anos com saúde, sempre com minha família por perto me apoiando.
Já teve a primeira parte do meu aniversário, a primeira comemoração, num rodizio de pizza com meus amigos da faculdade. Foi ótimo, ri tanto, tô até com as bochechas e a mandíbula doendo. Adorei tudo. E amanha, digo, mais tarde, ainda tenho um dia cheio pela frente!
E que venham os melhores anos da minha vida!
Aí o tempo passou, chegamos em 2011, e todos os meus amigos faziam 18 anos, iam pra as festas, tiravam carteira, e eu em casa chupando o dedo. Mas, tcharam: Eis que chega 21 de dezembro. Estou beeeem feliz! Sempre fico bem nostálgica nos meus aniversários, mais eu nem estou hoje. Pelo menos não ainda. É uma nova fase da minha vida que está para começar e eu estou muito feliz com ela. Tudo está tão bom pra mim hoje, minha faculdade, meus amigos, meu amor, minha família. Só tenho que agradecer por esses 18 anos com saúde, sempre com minha família por perto me apoiando.
Já teve a primeira parte do meu aniversário, a primeira comemoração, num rodizio de pizza com meus amigos da faculdade. Foi ótimo, ri tanto, tô até com as bochechas e a mandíbula doendo. Adorei tudo. E amanha, digo, mais tarde, ainda tenho um dia cheio pela frente!
E que venham os melhores anos da minha vida!
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18 de dezembro de 2011
Recuperação na faculdade e um professor FDP
Você sabe quando tem um professor FDP quando numa prova aberta, que só continha interpretação de texto, ele dá notas acima de sete para apenas 10% da turma (sendo a maior nota 8). Enfim pessoas, esse foi o meu primeiro professor carrasco da faculdade e eu espero sinceramente não encontrar com ele nunca mais na minha frente. Ele deve ser um solteirão frustrado que mora na casa da mãe, e não tem necessidade de tirar férias, fazendo assim, com que mais da metade da sala vá para a recuperação.
Eu lembro sinceramente da primeira vez que eu fiquei em recuperação, no terceiro trimestre de 2007, na oitava série, em matemática com 6,8. Eu estudei tanto, tanto. Estudei pra tirar dez. Chorei tanto porque eu queria tirar dez, e eu não aceitaria nada abaixo disso. Acabou que eu tirei 9,4 e eu sobrevivi.
Daí então a minha pessoa começou a frequentar algumas recuperações, ocasionalmente. Sempre foi o meu temor, eu morria de medo de ir pra a temida recuperação. Depois do primeiro ano eu superei isso, e enfim, na faculdade, quando eu prometi a mim mesma só notas boas e um período tranquilo, vem um professor carrasco sacana pra infernizar a minha vida. Bem, quem iria esperar que ele fizesse uma prova só com decorebas? Pois bem, agora eu estou estudando somente as decorebas. No meu caderno eu esquevi um resumo denominado: "Para decorar", contendo o conteúdo decorativo de cada capítulo da final.
Eu só queria que os papéis se invertessem e eu tivesse que corrigir a prova desse mamão. Aposto que na própria prova dele ele não tiraria nem 5.
Eu lembro sinceramente da primeira vez que eu fiquei em recuperação, no terceiro trimestre de 2007, na oitava série, em matemática com 6,8. Eu estudei tanto, tanto. Estudei pra tirar dez. Chorei tanto porque eu queria tirar dez, e eu não aceitaria nada abaixo disso. Acabou que eu tirei 9,4 e eu sobrevivi.
Daí então a minha pessoa começou a frequentar algumas recuperações, ocasionalmente. Sempre foi o meu temor, eu morria de medo de ir pra a temida recuperação. Depois do primeiro ano eu superei isso, e enfim, na faculdade, quando eu prometi a mim mesma só notas boas e um período tranquilo, vem um professor carrasco sacana pra infernizar a minha vida. Bem, quem iria esperar que ele fizesse uma prova só com decorebas? Pois bem, agora eu estou estudando somente as decorebas. No meu caderno eu esquevi um resumo denominado: "Para decorar", contendo o conteúdo decorativo de cada capítulo da final.
Eu só queria que os papéis se invertessem e eu tivesse que corrigir a prova desse mamão. Aposto que na própria prova dele ele não tiraria nem 5.
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10 de dezembro de 2011
Arthur
Sabe quando você tá tão feliz tão feliz que você pensa: Será que é possível sentir felicidade maior do que essa? Espero que seja, porque é isso é muito bom. Minha felicidade - minha alegria - tem nome e sobrenome, mas eu gosto de chamar de AMOR.
Amor é quando você vai dormir pensando numa só pessoa, e acorda pensando nela. É quando vem aquele sorriso bobo depois de ler uma mensagem de texto. É segurar o telefone bem apertado no ouvido pra ver se de alguma forma eu chego mais perto dele; é esperar quietinha pra ouvir cada palavra do que ele vai falar; é fazer birra e ficar xingando a Tim quando a ligação cai e eu paro de ouvir sua voz; é ficar triste quando tá perto de desligar.
Amar é fazer planos pra daqui a um dia, um mês, um ano, uma década. É pensar: a gente pode fazer isso? a gente podia ir pra, sei lá, Porto de Galinhas, Roma, pra a Disney. Com ele eu iria até pra Marte. Amar é cuidar, é respeitar. É ficar com o coração bem apertado quando não dá pra a gente ser ver toda semana. É querer ficar junto o tempo todo, pra sempre.
Amar é ver filme juntinho, e às vezes não ver o filme. É lembrar do meu amor sempre que eu vejo um casal de mãos dadas; sempre que eu vejo qualquer filme de romance; quando eu ouço alguma música (clichê, mas totalmente verdade). É sorrir sempre que eu vejo a lua cheia; é encher o computador com inúmeros arquivos intitulados: amor, amor1, amor123, paraamor.
Amar é querer sempre provar que meu amor é o melhor do mundo (sendo terrivelmente implicante), que meu amor é perfeito pra mim de todas as formas e que o seu amor não chega nem perto do meu amor.
Amar e dizer que "eu te amo muito demais" e ainda assim saber que o que você disse não chega nem perto de descrever o que você realmente sente.

Amor é quando você vai dormir pensando numa só pessoa, e acorda pensando nela. É quando vem aquele sorriso bobo depois de ler uma mensagem de texto. É segurar o telefone bem apertado no ouvido pra ver se de alguma forma eu chego mais perto dele; é esperar quietinha pra ouvir cada palavra do que ele vai falar; é fazer birra e ficar xingando a Tim quando a ligação cai e eu paro de ouvir sua voz; é ficar triste quando tá perto de desligar.
Amar é fazer planos pra daqui a um dia, um mês, um ano, uma década. É pensar: a gente pode fazer isso? a gente podia ir pra, sei lá, Porto de Galinhas, Roma, pra a Disney. Com ele eu iria até pra Marte. Amar é cuidar, é respeitar. É ficar com o coração bem apertado quando não dá pra a gente ser ver toda semana. É querer ficar junto o tempo todo, pra sempre.
Amar é ver filme juntinho, e às vezes não ver o filme. É lembrar do meu amor sempre que eu vejo um casal de mãos dadas; sempre que eu vejo qualquer filme de romance; quando eu ouço alguma música (clichê, mas totalmente verdade). É sorrir sempre que eu vejo a lua cheia; é encher o computador com inúmeros arquivos intitulados: amor, amor1, amor123, paraamor.
Amar é querer sempre provar que meu amor é o melhor do mundo (sendo terrivelmente implicante), que meu amor é perfeito pra mim de todas as formas e que o seu amor não chega nem perto do meu amor.
Amar e dizer que "eu te amo muito demais" e ainda assim saber que o que você disse não chega nem perto de descrever o que você realmente sente.

Ouvindo agora: Felicidade - Marcelo Janeci
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