21 de outubro de 2011

Ah, o céu

Uma coisa que eu tenho certeza que ninguém faz no dia a dia é olhar para o céu. Eu sei que parece banal, vivemos as nossas vidas inteiras vendo o céu noite e dia, mas nunca paramos para enxerga-lo mesmo. Comecei a pensar isso semana passada. Tava cansada, cheia de coisa pra fazer na faculdade, chegando mais provas e eu achava que não daria conta. Tava num ônibus lotado, sentada graças, mas bem cansada e com sono. Daí eu parei e pensei: "Tá um dia de sol lindo, queria ta na praia". Aí olhei pro céu, bem azulzinho, com poucas nuvens, a coisa mais linda que há. E fiquei olhando pra cima pela janela do ônibus por uns 10 minutos. Uma pessoa vendo de fora provavelmente acharia que eu não bato bem da cabeça.
Desde então, agora todo dia eu procuro lembrar de olhar pra cima, ver que o mundo não é só isso, não se resume a mim e aos meus gostos e desgostos. Tem algo muito maior lá em cima pra todo mundo ver. Acho que as pessoas deviam parar mais seus dias, suas correrias, deixar tudo de lado um minuto pra ver que coisa mais linda que é um céu ensolarado.
6 de outubro de 2011

Steve Jobs: 1955 - 2011

Quem entra no site da Apple desde ontem se depara com uma foto do seu fundador, Steve Jobs e seu ano de nascimento e morte. Todos o conhecem por seu trabalho na Apple, mas poucos sabem que também atuou na Pixar. Eu nunca fui de acompanhar de perto o trabalho dele, mas meu irmão, um apple-maníaco(apple addicted, whatever) sempre me mostrava as coisas que ele fazia, as novas exibições de iPhone, iPad, ios4, enfim.
No site do Jornal Hoje sairam alguns trechos do seu famoso discurso aos concluintes da Universidade de Stanford em 2005, logo após ter descoberto seu câncer de pâncreas. Coloquei abaixo os trechos do site do Jornal Hoje.

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare" – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: nnguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005
29 de setembro de 2011

O Homem do Futuro


Fiz um programinha diferente hoje. Saí mais cedo da faculdade (aliás, to adorando isso de sair e chegar no hora em que eu quiser), me recusando a ver Laranja Mecânica (que eu pretendo ver de novo pra entender o porquê todos dizerem que o filme é muito bom, e alguma coisa deve ter pra ele ter ganho um Oscar) pra ir ao cinema com meus amigos. Ficou complicado usando tantos parentesis. O que eu queria dizer é, larguei mais cedo pra ir pro cinema com meus amigos. O filme escolhido foi O homem do futuro. A sala estava vazia, exceto por nós 4 e mais 3 indivíduos. Uma observação, o cinema do Plaza é MUITO melhor que o do Shopping Recife. A cadeira inclina um pouquinho, e eu nada matuta ficava empurrando a cadeira pra ver se ela deitava mais.
Adorei o filme. Eu já achava Wagner Moura O cara, e agora não tenho mais dúvidas. Enfim, ele faz o papel de um João, um infeliz que é chamado de Zero por todos. Na época da faculdade ele foi humilhado pelo amor da sua vida, Alinne Morais, e nunca superou isso. Vinte anos depois ele tenta criar uma forma revolucionária de energia e acaba voltando ao passado e tendo a chance de corrigir os seus erros. Mesmo já sendo comum essa história de querer voltar ao passado e mudar o futuro o filme conta a história de uma forma diferente.
O que me conquistou mesmo foi o filme ter incluído em sua trilha sonora a música de Renato Russo, Tempo Perdido. Eu já devo ter ouvido a música antes, afinal o refrão "Somos jooooovens" não me era estranho. A letra é linda e a música não sai da minha cabeça, seja essa versão cantada por Alinne Morais e Wagner Moura quanto a versão original na voz do próprio Renato. Link para a versão original aqui . Me emocionei muito, e quase choro. Sou muito besta mesmo. Mas é sério, a cena da música é linda.

22 de setembro de 2011

Ao infinito e além

Eis que estou eu, estudando filosofia, um capítulo chato sobre racionalidade. Lá estou eu, lendo sobre Hegel e Kant e do nada eu me deparo com Buzz Lightyear. Mais precisamente com o lema dele: "Ao infinito e além". Na verdade o autor usava isso para explicar uma forma de raciocínio dialético. Muito complicado para virar tema principal de um post no meu blog. O ponto que eu queria chegar é, como o meu livro conseguiu colocar um personagem de desenho animado da Disney no meio de Hegel e Kant?
Uma coisa que me confunde bastante quando eu estou estudando é que os assuntos de sociologia se misturam muito com os de filosofia. Marx, Weber, aparecem em todo canto. E eu ainda achei esse bendito Hegel hoje em psicologia nos processos grupais. Ai ai, tô adorando essas matérias mais "viajadas" digamos assim. Acho que eu me identifico. Tô adorando sociologia, de vez em quando eu me pego explicando os papéis sociais pra Arthur, ou então falando de algum assunto que eu tô gostando muito. Nem um pouco estranha eu.
10 de setembro de 2011

Festa do Xbox

O que era pra ser um reencontro dos meus amigos aqui em casa acabou sendo muito muito melhor do que eu poderia imaginar. Aconteceu o que minha queria amiga feia Pri chamou de Festa do Xbox, e que eu achei muito adequado. Nina quem teve a idéia da farra que seria na minha casa, e começou a convidar todo mundo antes mesmo de saber se eu disponibilizaria a minha casa. Acho que eu fui a última a ser convidada pra a pseudo-festa na minha própria casa.
Pretendiamos assistir um filme, jogar imagem e ação e comer brigadeiro e pipoca. Só que não rolou filme, porque a nossa conversa e as nossas fofoquinhas estavam muito mais interessantes. Adorei ter visto todo mundo, saber as histórias de cada um, e ver que mesmo distantes, mesmo não convivendo mais diariamente, continuamos os mesmos, com as mesmas ondas, mesmo tudo.
Resolvemos jogar Xbox (daí o nome da pseudo -festa), o que foi muito muito legal. Pra quem já leu meu blog e viu que eu me viciei em Dance Central, eu coloquei quase todo mundo pra jogar. E com direito a vídeos que se fossem parar no facebook queimariam a reputação de qualquer um (muahahahahahaha).
Enfim, adorei meu sábado passado porque eu me diverti muito e com pessoas com quem passei e que ainda espero passar momentos muito felizes da minha vida.

17 de agosto de 2011

Meu mundo cor de rosa

Eis que toda menina(ou quase toda) já passou pela fase do rosa. De querer tudo sempre rosa: roupa, maquiagem, acessórios, celular. Comigo não foi diferente. Grande parte do meu guarda roupa era cor de rosa e sempre que eu ia comprar alguma coisa sempre era a mesma coisa: rosa, rosa rosa. Até esmaltes. Existia um bendito esmalte que eu amava que se chamava Rosa Camila. Era meu favorito, que ficava lindo no meu cotôco de unha.
Eu cheguei ao ponto de desejar um carro rosa. Toda criança sempre fantasia com a época em que vai dirigir, ter seu próprio carro. E eu amava o Ford Ká. Mas não esse novo Ká, que tá bem melhor. Aquele Ká que parecia uma baratinha. Eu queria um Ká assim e ainda mais com os bancos revestidos em pelúcia rosa (super brega) e com muitas almofadas nos bancos de trás. Meu pai insistia em dizer que daqui pra quando eu fosse dirigir o Ford Ká já teria saído de linha. Mas eu nem lhe dava ouvidos, queria porque queria meu Ká, imaginem só, ROSA.
Aí eu cresci, ano que vem já entro na auto escola (e o Ká não saiu de linha). Agora eu quero um Gol preto, mas isso não vem ao caso. Acontece que, antes de ontem, quando eu voltava pra casa, assim que eu desço na parada de ônibus eu vejo um Ká, EXATAMENTE do jeito que eu queria, no MODELO que eu queria. Fiquei louca pra tirar uma foto pra postar aqui no blog. Mas ai, meu aguçado senso de perigo não me deixou tirar o celular da bolsa pra tirar a bendita foto. Tudo bem, passou-se.
Eu não ia imaginar nunca que a sorte fosse aparecer pra mim outra vez. No outro dia, quando eu desço na parada o carro ainda estava lá. Eu que não fui besta de não tirar a foto. Fiquei tão empolgada que alguém teve a mesma idéia que eu. Acho que meus olhos brilharam. E por um segundo eu quis aquele carro pra mim. Aí depois eu caí na real e voltei pro meu Gol preto.